Quiqr Code microscópico entra para o Guinness e pode armazenar dados por séculos
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Em um avanço que mistura nanotecnologia, ciência dos materiais e armazenamento de longo prazo, o QR Code microscópico desenvolvido por pesquisadores da TU Wien, em parceria com a empresa Cerabyte, entrou oficialmente para o Guinness World Records. O feito chama atenção não apenas pelo tamanho extremo do código, mas também pelo que ele representa para o futuro da preservação de dados: segundo os responsáveis pelo projeto, a mesma abordagem pode manter informações legíveis por séculos — ou até milênios — sem consumo contínuo de energia.

O marco técnico foi divulgado pela TU Wien em 15 de fevereiro de 2026, e a confirmação do Guinness reforça que o experimento não foi apenas simbólico: o código foi produzido e lido com sucesso usando microscopia eletrônica, algo necessário porque sua área total é de apenas 1,98 micrômetro quadrado, menor do que a maioria das bactérias.

O que foi criado

O QR Code microscópico não foi feito para uso cotidiano em celulares, mas como demonstração de precisão e durabilidade de uma nova plataforma de armazenamento.

A principal diferença está no material. Em vez de depender de mídias magnéticas, SSDs ou fitas com desgaste gradual, a tecnologia usa camadas cerâmicas ultrafinas, desenhadas para resistir ao tempo sem exigir manutenção frequente. De acordo com a Cerabyte, o objetivo é oferecer uma solução de “cold storage” com preservação virtualmente permanente.

A importância do QR Code microscópico

Hoje, boa parte do custo de um data center não vem apenas da compra das máquinas, mas da necessidade de energia, refrigeração, substituição de mídia e migração periódica dos arquivos para novos sistemas. Segundo o projeto europeu da Cerabyte, hardware convencional costuma exigir substituição a cada 3 a 5 anos, o que aumenta o risco de perda de dados e os custos operacionais.

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